64% dos recuperados de Covid podem ter sintomas persistentes, revela estudo

Resultados preliminares de uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (Universidade de São Paulo) com pacientes recuperados de Covid-19 revelam que 64% têm algum sintoma persistente seis meses depois do início dos sintomas (fadiga, falta de ar, dor de cabeça, perda de força muscular, dificuldade para enxergar e incômodo nos olhos).

O estudo identificou 14,7% de casos leves, 44,6% de moderados e 40,7% de graves. E, embora os resultados sejam preliminares, a pesquisa apontou que alguns sintomas são comuns e perduram por bastante tempo, podendo ser sequelas. Na fase aguda, foram observados que os sintomas respiratórios são os mais comuns e marcantes, como tosse e falta de ar, assim como outros: febre, dor no corpo (mialgia), fadiga, dor de cabeça (cefaleia) e episódios de diarreia. Também há sintomas característicos da doença como alteração ou perda do paladar e do olfato.

De acordo com a fisioterapeuta responsável pelo estudo, Lívia Pimenta Bonifácio, os cuidados com os pacientes ajudam a traçar estratégias de enfrentamento da doença. Até o momento, há uma amostra de 177 pacientes acompanhados, entre casos com apresentação leve, moderada e grave. A meta é atingir 200 pacientes.

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